Televisão

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Propaganda Política É o Bode na Sala da Televisão Brasileira

Posted by marcus on 22 Aug 2008 | Tagged as: Televisão

A programação da TV brasileira é muito ruim. E isso muito provavelmente é decorrente de decisões comerciais das emissoras. Não é por falta de qualificação técnica ou ausência de criatividade dos profissionais de televisão. E a partir do momento que a má qualidade da programação prevalece, a programação dos canais abertos de TV acabam sendo cada vez mais nivelados por baixo.

Em períodos eleitorais porém as redes de TV têm um grande aliado que é justamente a propaganda política obrigatória diára. Isso porque, após 1 hora de propaganda política obrigatória na TV, muita gente acaba sentindo alívio com o retorno da programação normal.

A propaganda política obrigatória é para as redes de televisão aquilo que o bode é para o sujeito querendo mostrar para a esposa que o pequeno apartamento de 1 quarto é suficiente para o casal e seus 5 filhos. Para convencê-la ele consegue emprestado um bode e o coloca na sala do minúsculo apartamento por 30 dias. Obviamente que as coisas ficarão mais difíces que antes. Após esse período porém, quando o animal for retirado do pequeno apartamento, a esposa do sujeito certamente se sentirá mais tolerante e satisfeita com seu minúsculo apartamento.

Adolescente Que Havia Fugido de Casa É Entrevistada Pelo Fantástico

Posted by marcus on 16 Jun 2008 | Tagged as: Televisão

Se o objetivo daquela adolescente de 15 anos moradora de São Paulo, que juntamente com a amiga de 16 anos, fugiu na semana passada em direção ao sul do país, era aparecer e chamar a atenção, ela foi extremamente bem sucedida, principalmente com a colaboração proporcionada pela entrevista dada a TV Globo.

A entrevista poderia perfeitamente ter sido apresentada sem que o rosto da moça fosse mostrado. No formato que aquela entrevista foi apresentada, mostrando o rosto da adolescente feliz se vangloriando da aventura e dos riscos que correu, para ela serviu como uma premiação ou recompensa pelo ato irresponsável. E possivelmente um estímulo para que outros adolescentes façam o mesmo.

Propaganda Política É o Vírus da Televisão

Posted by marcus on 30 May 2008 | Tagged as: Televisão

Assim como os computadores os televisores também são acometidos por vírus. Eles se manifestam na forma de propaganda política. E como seus primos que atacam computadores, o vírus da televisão sempre aparece de forma inesperada para irritar os usuários. Outra característica presente tanto nos vírus de computador quanto de TV são as mensagens inúteis e a presunção do criador do vírus de achar que aquilo tem algum valor.

Esses dias na propaganda política do Partido Comunista do Brasil, ao fechar o programa os “gênos” que fizeram aquela coisa terminaram o programa homenageando um “mártir da liberdade dos povos oprimidos” e que havia morrido dias antes. Até aqui nada estranho se esse mesmo sujeito apresentado como herói em horário nobre da TV não fosse acusado pela morte de mais de uma centena de civis argentinos em um atentado terrorista ocorrido em Buenos Aires na década de 90. Isso me faz deduzir que para essa gente matar inocentes é coisa de heróis.

Ontem dia 29 de maio foi dia de propaganda política do PPS. E além da baboseira comum a todos os programas do tipo, a parte que chamou mais atenção foi o momento em que o cacique do partido Roberto Freire critica a política econômica do atual governo. O estranho nisso é o fato da política econômica de Lula não ser nada além que uma continuidade da política econômica de FHC que, diga-se de passagem, o PPS sempre apoiou mesmo nos momentos de maior insanidade econômica, como por exemplo quando a taxa básica de juros andou acima dos 40%.

E para completar com mais um exemplo do comportamento viral (no mal sentido) da propaganda política temos as inserções do PTB “estreladas” por Roberto Jefferson, ex-deputado que teve seus direitos políticos cassados por práticas ilegais. O sujeito foi cassado, mas alem de receber aposentadoria paga pelos contribuintes, ainda lhe é permitido fazer auto-promoção em horário nobre.

A Globo, a Record e a Igreja Universal

Posted by marcus on 24 Oct 2007 | Tagged as: Televisão

Durante muitos anos no Brasil só haviam loterias federais tipo Loteria Esportiva, Loto, etc. Havia também o Baú das Felicidade do Grupo Sílvio Santos, na época a única modalidade de apostas, ou capitalização, ou sorteio a nível nacional controlada por uma empresa privada. Isso certamente deu a esse grupo privado um grande poder financeiro. E o programa dominical do Silvio Santos não deixava de agradecer tal regalia a ele concedida, ao semanalmente puxar o saco do presidente em um quadro chamado “A Semana do Presidente”. Isso são fatos ocorridos durante o regime militar.

A ditadura passou e aquela exclusividade que o Grupo Silvio Santos tinha na exploração de negócios tipo Baú da Felicidade, também. A ele se juntaram talvez centenas de novos serviços prometendo sorte e felicidade. O tal Papa Tudo é um bom exemplo dessa fase.

Isso fez com que o bolo que antes ficava quase todo no prato do Grupo Silvio Santos, teve que ser dividido com outros convidados que sentaram-se a mesa, o que certamente reduziu o vigor que o grupo vinha demonstrando até então. Ganhar dinheiro certamente se tornou bem mais difícil que nos tempos de exclusividade do Baú da Felicidade.

Já com a Rede Record ocorre um fato diferente. Ela possui suporte financeiro de milhares de igrejas que, espalhadas pelo país, diariamente e por várias vezes ao dia recolhem donativos de seus fiéis. Certamente parte sigificativa do vigor da Record é decorrente dessa arrecadação financeira. Um valor até mesmo difícil de ser contabilizado.

Conclui-se portanto que, se tudo seguir como tem sido até então, é apenas questão de tempo para a Record começar a pisar nos calcanhares da Globo. E até mesmo ultrapassá-la, objetivo que a própria Record alardeia a todo momento.

Já as demais emissoras, que nem de longe possuem o suporte financeiro da Globo e Record, continuarão como coadjuvantes.

Ausência do Boa Noite no Jornal Nacional

Posted by marcus on 14 Oct 2007 | Tagged as: Televisão

Sempre que morre alguem ligado a Rede Globo como aconteceu essa semana com o falecimento do ator Paulo Autran, nessas situações o Jornal Nacional da Rede Globo sempre termina sem a tradicinal despedida de “Boa Noite” direcionada aos telespectadores.

E quando isso acontece fica uma sensação de desconforto afinal despedir-se ao final de um encontro é antes de tudo uma questão de educação. Não é pelo fato de alguém ter morrido que os telespectadores do Jornal Nacional deixam de merecer um “boa noite”. Até porque semanalmente acontecem fatos infinitamente mais trágicos e dolorosos que a morte de um brilhante ator de 85 anos, e nem por isso a tradicional despedida de “Boa Noite” ao final do JN deixa de ocorrer.