Essa semana ficamos sabendo que na Arábia Saudita um mulher, violentada por uma gang, ainda foi condenada a 90 chibatadas por comportamento inaproriado. Ela recorreu contra a punição que lhe foi imposta e com isso, o castigo transformou-se em 200 chibatadas pois as autoridades judiciais de lá não gostaram da atenção que ela trouxe para o caso.

Como a Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do planeta, barbaridades desse tipo são toleradas e as autoridades daquele país continuarão sendo recebidas ao redor do mundo com todas as honras que o protocolo, e principalmente o preço do petróleo, exigem.

Já aqui no Brasil uma moça foi assassinada com um tiro na testa disparado por seu ex-amante que havia acabado de sequestrá-la. Mas o que torna esse fato ainda mais absurdo é que esse ex-amante já havia anteriormente ameaçado a vida dessa moça, passou algum tempo preso e foi solto. Foi solto para cometer esse crime bárbaro e covarde.

Esses dois casos apenas demonstram que tanto na Arábia Saudita quanto aqui no Brasil será necessário mudar muita coisa até haver justiça de verdade. Na Arabábia Saudita pelo próprio absurdo da lei, enquanto no Brasil pela facilidade com que criminosos de alta-periculosidade conseguem se livrar da cadeia.