O Governo dos EUA irá patrocinar no próximo mês um encontro importantíssimo entre o Governo de Israel e a Autoridade Palestina controlada pelo grupo Fatah. Os resultados desse encontro pela paz a se realizar em território americano, como tudo nessa questão, são incertos.

Os palestinos por um lado querem rapidez nos resultados decorrentes das conversações de paz que já vem se desenrolando há algum tempo. A Autoridade Palestina precisa mostrar aos palestinos que a paz com os israelenses é viável e real, opondo-se assim aos apelos radicais do Hamas.

Uma das principais reivindicações palestina é fazer de Jerusalém Oriental sua capital. Demanda que o governo israelente já deu sinais que irá ceder.

Os israelenses por outro lado sabem que a Autoridade Palestina, representada pelo grupo Fatah, não é capaz de manter sozinho a ordem e a segurança na Cisjordânia. Quem dirá em todo o território palestino. Essa fragilidade ficou evidente quando há poucos meses atrás o grupo Fatah teve que fugir da Faxa de Gaza após o Hamas tomar o controle daquela parte do território palestino.

Hoje o Fatah controla a Cisjordânia e o Hamas a Faixa de Gaza.

O Hamas por sua vez, com forte suporte financeiro e militar da Síria e Irã, está cada vez mais forte. Enquanto isso, a incapacidade das Forças de Defesa de Israel em fazer cessar os diários disparos de morteiros e foguetes Qassam contra Israel vindos de Gaza, controlada pelo Hamas, tem colocado as autoridades militares em uma saia justa perante a população israelense.

Ehud Barak, Ministro da Defesa de Israel, já pronunciou várias vezes que está chegando a hora de uma grande operação militar israelense em Gaza. E que essa ação não será nenhum pique-nique, espera-se muitas baixas de ambas as partes em um possível confronto, isso em decorrência do bom nível de preparação militar alcançado pelo Hamas.