Devido a incapacidade até agora demonstrada pelos Israelenses em impedir que foguetes Qassam continuem sendo disparados de Gaza contra Israel, o próprio ministro da defesa israelense Ehud Barak já afirmou que o momento de uma grande operação militar em Gaza está se aproximando.

O Hamas por sua vez declarou hoje ter 50 mil miltantes armados e centenas de homens-bomba (cerca de 400) preparados para defender Gaza de seus invasores, em um pronunciamento feito um dia após 12 palestinos, a maioria integrante de grupos armados, terem sido mortos por forças israelenses.

Os israelenses sabem que combater em um ambiente densamente povoado como é Gaza provavelmente ocasionará muitas baixas em suas tropas, um preço que os comandantes militares relutam em pagar, principalmente considerando o baixo número de vítimas que os foguetes Qassam infringiram até o momento.

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O Hamas afirma ter 400 homens-bomba para enfretar os tanques de guerra israelenses, e afirmam ainda terem ficado surpresos com as cerca de 200 mulheres que se ofereceram como voluntárias para realizar ataques suicidas também contra os israelenses.

Além desses fatores complicantes envolvidos em uma operação militar de larga escala em Gaza, tal ação militar não ocorreu ainda devido a tensa situação entre Israel e Síria no norte do país. Os comandantes israelenses pretendem evitar ao máximo combater simultaneamente em duas frentes de batalha, no sul contra o Hamas e no norte contra a Síria, e já sinalizaram que a situação com a Siria é nesse momento, prioritária.