Segundo o oficial comandante da operação de resgate fracassada em Santo André, atiradores de elite da polícia tiveram oportunidade de atirar no rapaz e dar fim ao sequestro, mas essa decisão não foi tomada porque a polícia acreditava, naquele momento, que o desfecho do sequestro poderia ser bem sucedido e assim, não seria justo acabar com a vida de um rapaz de 22 anos apaixonado que até então vinha cometendo uma “loucura de amor”.

Certamente não são fáceis as decisões pelas quais os profissionais envolvidos nessas operações de resgate precisam tomar. Eles mesmos arriscaram a própria vida no momento em que precisaram agir invadindo o apartamento em que o sequestrador e vítimas se encontravam

Entretanto se eu que não sou do ramo de segurança e durante todo o tempo em que acompanhei os acontecimentos pela TV, em momento algum pensei que se poderia preservar a integridade física do jovem sequestrador, se o preço para isso fosse postergar a libertação  das jovens em segurança, como o comentário do comandante da polícia envolvida no caso, faz supor, o que pensar de um profissional treinado exatamente para esse tipo de situação?

Recentemente li em um jornal de Israel que um sujeito armado fez uma mulher na rua de refém e ameaçava atirar na vitima. A polícia foi chamada e em pouco tempo liquidou o caso atirando no sujeito armado, que acabou morrendo, e libertando a mulher em segurança.

É assim que se deve agir nesse tipo de situação. O comentário do comandante da polícia afirmando que o sequestrador poderia ter sido alvejado, apenas evidencia mais uma falha gritante da polícia.