Muito se fala do Brasil ser recordista em termos de taxa básica de juros (aquela que incide sobre a dívida pública brasileira), mas pouca atenção se dá para a soma bilionária paga anualmente pelo Tesouro Nacional apenas em juros dessa dívida, ou algo em torno de 150 bilhões de reais por ano. Uma soma que daria para comprar, anualmente, nada menos que 3.750.000 (três milhões setecentos e cinquenta mil) automóveis de valor unitário de 40 mil reais.

E se descontarmos esse vaor do total de impostos pagos pelos brasileiros ao longo de um ano, isso significa que o Brasil inteiro trabalha quase 3 meses por ano apenas para pagar o juros dessa dívida.

Portanto, a cada aumento do juros que o Banco Central determina, mais rapidamente a dívida pública brasileira aumenta e mais recursos oriundos de impostos são necessários para o pagamento de juros. É o chamado “Ciclo da Miséria” sob o qual o Brasil está sujeito desde os tempos de FHC quando, as custas de juros estratosféricos, o Real mantinha-se sobrevalorizado e assim elegia candidatos governistas com a mesma facilidade que endividava o pais.