Na mídia internacional, as notícias de que o planejamento de um ataque ao Irã, seja por parte de Israel ou dos EUA, estaria em andamento, se intensificam, bem como as declarações vindas do Irã afirmando que sua resposta, caso seja atacado, será algo inimaginável.

Nesse último roud verbal o chefe da Guarda Revolucionária Iraniana ameaçou, no caso de seu país ser atacado, que irá fechar o Estreito de Hormuz no Golfo Pérsico, passagem obrigatória de navios petroleiros transportando 40% do petróleo consumido no mundo. Declaração que o comandante da 5º frota americana, cuja base está localizada no próprio Golfo Pérsico, apressou-se em dizer que não irá permitir.

O que os iranianos vem procurando demonstrar em suas declarações é que, na eventualidade de sofrerem um ataque, eles irão responder com tudo aquilo que tiverem em mãos visando provocar o máximo de danos aos seus agressores, inclusive fazendo transparecer que eles possuem uma “cartada” desconhecida de seus inimigos, como ogivas não convencionais por exemplo. E que não hesitarão 1 segundo em utilizá-las.

Essas declarações, entretanto, parecem aumentar ainda mais o risco de um confronto militar, pois se hoje o governo do Irã está disposto ao sacrifício total, como as próprias autoridades do país demonstram em suas declarações, que motivo seus adversarios teriam para não agir agora, quando sabem que há chances do Irã ser contido, ao contrário daqui alguns anos, quando provavelmente as mesmas pessoas que hoje estão no poder terão, além da disposição para o sacrifício total, capacidade nuclear e também mísseis intercontinentais capazes de transportar ogivas para qualquer parte do planeta?