Cessar-Fogo Entre Hamas e Israel. Até Quando?
Posted by marcus on 19 Jun 2008 at 05:28 pm | Tagged as: Notícias Internacionais
Embora o cessar-fogo entre o grupo palestino Hamas e Israel traga esperança de dias mais tranquilos tanto na Faixa de Gaza controlada pelo Hamas, quanto nas comunidades no sul de Israel mais próximas a Gaza e alvo de ataques diários de foguetes e morteiros disparados por militantes palestinos, há grandes chances que a calma não perdure por muito tempo. E os motivos são vários.
O primeiro deles é que Israel sabe que um dos objetivos asssumidos do grupo Hamas, no controle de Gaza faz 1 ano, é a destruição do estado judeu. O Hamas sequer admite o direito de Israel existir e desse modo, um cessar-fogo na visão israelense pode significar, para o Hamas, tão somente um tempo para que possa se armar e se preparar ainda mais para um grande e inevitável confronto com os israelenses.
O grupo Hamas porém não é o unico presente em Gaza. Há também outros grupos militares até mesmo mais radicais que o Hamas atuando naquele território, sendo que o compromisso desses grupos com o frágil cessar-fogo estabelecido é incerto.
Do lado Israelense esse cessar-fogo só terá valor se o mesmo for acompanhado de uma redução significativa da entrada de armas na faixa de Gaza, via Egito, para abastecer os arsenais do Hamas e outros grupos radicais palestinos. Nesse aspecto a participação do Egito será fundamental para que esse frágil acordo perdure pois cabe aos egípcios impedir a entrada dessas armas em Gaza via seu território.
Para os militares israelenses este acordo serve como útima tentativa de se evitar uma grande e violenta operação militar em Gaza que, segundo os estrategistas israelenses, é inevitável. O cessar-fogo portanto seria uma forma de mostrar não somente para as mães dos soldados que serão enviados para o combate, mas para a população civil de Gaza que é quem mais sofrerá com um futuro confronto, e também para a comunidade internacional, que tudo foi tentado buscando-se evitar um grande e violento confronto em Gaza e se isso vier a ocorrer, a responsabiliidade não recairá sobre os israelenses.