Presenciar uma declaração desse tipo partindo do médico George Sanguinetti de Alagoas, ao se referir ao trabalho realizado pelos peritos e médicos legistas que cuidam do caso Isabella, requer algumas observações.

A primeira delas é que Sanguinetti foi contratado pela defesa que obviamente tem interesse que ele traga ao debate apenas pontos que possam favorecer seus clientes.

Devemos lembrar que os peritos e legistas paulistas tiraram suas conclusões sobre o que teria acontecido com Isabella, baseando-se única e exclusivamente em depoimentos colhidos e da análise tanto da cena do crime como do corpo da menina. Os peritos e legistas não tiveram auxílio de nenhum assassino declarado e muito menos dos acusados, para reconstituir o assassinato de Isabella.

Portanto, se há alguem que sabe perfeitamente quais pontos do laudo oficial não correspondem com o que realmente ocorreu naquele dia, e por conta disso são mais passíveis de serem desqualificados, este é o assassino (ou assassins de Isabella). Somente o assassino, ou assassinos, podem descrever com exatidão o que ocorreu naquele dia, como podem também fazer uso dessa informação para desqualfiicar o trabalho dos peritos e legistas paulistas.