Ao assistir na TV Globo a entrevista do pai e da madastra da menina Isabella assassinada em São Paulo, e as insistentes declarações de inocênca e referências ao amor que nutram pela menina, não significam nem tem valor algum para elucidação do caso. Nem sequer os colocam 1 cm a mais de distância da suspeita de serem os autores do crime.

Pois mesmo que todas as evidências levem até eles, e mesmo condenados, os dois provavelmente jamais irão admitir a culpa pela morte da menina Isabella. Pois assumir a culpa seria perder definitivamente o direito a dúvida e a possibilidade de inocência, ainda que remota. A dúvida é a única coisa que lhes resta para um dia retornarem suas vidas após cumprirem uma pena “injusta”. E eles se apegarão a essa questão até o fm.