Tal afirmação, feita por Mohammad Ali Jafari, chefe da Guarda Revolucionária do Irã, foi publicada pela agência de notícias do governo do Irã, a Fars News Agency. Sabe-se que o Hezbollah, grupo político libanês que possui um braço armado totalmente independente do governo central do Líbano, recebe amplo apoio político e militar não apenas do Irã, mas também da Síria, o que garante ao Hezbollah a posse de uma rede de militantes atuando em território Libanês e considerada uma força militar mais poderosa que o próprio exército do Líbano.

A grande preocupação de Israel porém são as suspeitas que hoje o Hezbollah possui foguetes fornecidos pelo Irã, e talvez também pela Síria, com alcance, precisão e capacidade destruidora ainda maiores que aqueles que o grupo possuia na última guerra do Líbano, quando sob a posse do Hezbollah haviam foguetes fabricados no Irã com alcance de até 200 km.

Isso dá ao grupo Hezbollah a oportunidade de lançar, contra Israel, ataques com grande poder de destruição, atingindo tanto áreas civis densamente habitadas, bases militares, aeroportos, depósitos de produtos químicos, etc, isso sem contar que alguns desses foguetes podem carregar ogivas não convencionais como armas químicas por exemplo.

A resposta dos militares israelenses a cada ameaça vinda seja do Irã ou do próprio Hezbollah, tem sido o silêncio ou, no máximo, uma declaração afirmando pura e simplesmente que as forças de defesa estão prontas. Resta agora aguardar os próximos desdobramentos, embora muitos analistas consderem inevitável um conflito em um futuro não muito distante, ao menos enquanto persistirem as constantes ameaças beligerantes vindas do Irã.