Segundo um oficial aposentado da Marinha Americana, a situação ocorrida no último domingo no Estreito de Hormuz, Golfo Pérsico, em que 5 pequenas e velozes embarcações militares iranianas moveram-se de forma agressiva nas proximidades de três navos de guerra americanos, reroduziu em parte simulações de guerra realizadas pela Marinha dos EUA em 2002.

Na simulação entretanto, a frota americana sofre um ataque não de apenas 5 pequenas e velozes lanchas, mas de um número bem maior vindo de todas as direções. Na simulação estas pequenas e rápidas embarcações iranianas estariam armadas com armas pesadas, lança-foguetes, mísseis e também preparadas para ações suicidas. Simultaneamente, as embarcações americanas foram atacadas por mísseis disparador de terra, do ar e também de navios de guerra iranianos.

A guerra simulada, que custou 250 milhões de dólares e do qual participaram 19.500 pessoas entre militares e pessoal civil, mostrou que o ataque vindo de diversas frentes e em grande número, superou a capacidade tanto humana quanto eletrônica das forças americanas em lidar de forma eficaz com a situação. Ao final da simulação, os Estados Unidos, representado no jogo pelas “Forças Azuis”, havia perdido 16 grandes embarcações, entre elas um porta-aviões e um crusador. No jogo as “Forças Vermelhas” representavam um país da região, mas sem nominá-lo.

O oficial aposentado participou dos jogos de guerra como comandante das “Forças Vermelhas”. E segundo ele, sua tatica se baseou no mundo animal, em que insetos ou lobos trabalhando de forma coletiva e em grande superioridade numérica, conseguem se sobrepor a adversáros bem mais podersos.

Em outubro de 2000, um navio de guerra da marinha americana estacionado no porto no Yemen foi gravemente danificado após ser atingido por uma pequena embarcação suicida. O ataque causou a morte de 17 marinheros americanos.