Após anos lidando com a rotina diária de foguetes Qassam disparados por grupos palestinos estabelecidos em Gaza, contra sua cidade, o prefeito da outrora próspera cidade Israelense de Siderot decidiu abandonar o cargo. O estopim de sua renúncia, que já vinha sendo considerada há algum tempo, foi a barragem de 15 Qassam disparados contra as redondezas de Siderot no dia anterior.

Siderot encontra-se a menos de 2 kilômetros da fronteira com Gaza.

Em entrevista ele disse não ter a mínima condição de administrar uma cidade sob risco permanente de ataques de foguetes, e ainda ter que lidar com todos os problemas que essa situação acarreta.

Segundo ele disse, se amanhã um desses foguetes atingir uma escola infantil e matar 20 crianças, todos virão para cima dele e perguntarão porque ele havia autorizado o funcionamento da escola.

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Com a contínua e até mesmo intensificação dos disparos de foguetes Qassam contra Israel, o comandante do exército israelense, Genenral Gabi Ashkenazi, voltou a afirmar que uma grande operação militar israelense em Gaza é inevitável e pode ocorrer há qualquer momento.

Ashkenazi afirmou também que Israel deve estar preparado para agir contra o Irã no caso da Comunidade Internacional não interromper o programa de armas nucleares iraniano. Segundo ele, é precisa também estar preparado para combater em múltiplas frentes, seja de forma convencional ou de qualquer natureza. Outro ponto citado é que no futuro Israel poderá sofrer ameaças de origem bem mais distante que até o momento, e para isso, é necessário ampliar de forma significativa o alcance de suas forças de ataque.

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Durante o encontro de paz entre israelenses e palestinos ocorrido em Annapolis nos EUA há poucos dias, o Irã testou um novo míssil balistico. Segundo informe, este novo míssil tem alcance de 2.000 km e capacidade de atingir Israel, as bases americanas no Oriente Médio e o leste europeu, Moscou inclusive.

Ao contrário de seu predecessor, o Shihab-3 com alcance máximo de 1.300 km, o míssil testado utiliza combústível sólido, o que tornaria a detecção de seu disparo mais difícil que aqueles que utilizam combustível líquido.

Especialistas acreditam que o Shihab-4 já está em desenvolvimento e terá alcance de 3.000 km, quando poderá atingir boa parte da Europa ocidental.