Itamaraty Apoia o Pior Candidato para Chefia da Unesco
A diplomacia brasileira, em mais um movimento bizonho, decidiu se juntar aqueles que querem a vitória do egípcio Farouk Hosni para chefia da Unesco. O problema é que Farouk Hosni ficou famoso por uma declaração sua afirmando que os livros judeus deveriam ser queimados.
O Itamaraty declarou que o apoio ao egípcio incendiário de livros se deve ao interesse do Brasil em aproximar-se dos países árabes e com isso obter vantagens comerciais e maior influência política na região.
Se a justificativa para escolha de tamanho infelicidade é realmente essa, a diplomacia brasileira poderia perfeitamente condicionar o apoio brasileiro a apresentação, pelos egípcios, de um candidato com as qualificações necessárias para exercer o cargo em disputa, no caso a chefia da Unesco.
A grande percepção sobre a atuação do Itamaraty tendo o ministro Celso Amorim no comando é que 95% do sucesso da diplomacia brasileira se deve ao carisma do presidente Lula. O Brasil acertou no Timor Leste, no Haiti. Já as investidas no Oriente Médio nesses tempos de radicalismo florescente, foram marcadas por mancadas, como aquela visita do ministro Amorim a Síria e Israel em janeiro durante a guerra em Gaza.
Na época a visita do ministro do exterior do Brasil, ao contrário dos representantes de algumas outras nações, foi completamente ignorada pela imprensa local.
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Presidente do Irã Adia Visita ao Brasil
O adiamento da visita do presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad ao Brasil evitou um grande constrangimento ao país por não mais ter que recepcionar um político que é considerado um verdadeiro pária da política internacional.
Os interesses comerciais que aparentemete motivaram essa vista não podem se sobrepor a dignidade humana, ao receber como amigo um dirigente estrangeiro que abertamente prega a não existência do holocausto, evento responsável por 6 milhões de mortos sendo que cerca de 1 milhão destes eram crianças.
Em breve esse louco enfrentará uma disputa eleitoral no Irã, aliás esse foi o suposto motivo do adiamento da viagem ao Brasil. Sorte nossa. Pois qualquer país que queira dar credibilidade para Mahmoud Ahmadinejad, um dirigente mal visto inclusive por diversas nações árabes, comete um grande erro.
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